Irene Maria Raposo
Irene Maria Raposo nasceu em 1954 num dia de setembro chuvoso e de trovoada num final de verão. Numa casa de campo caiada de branco e rodeada de pinheiros, onde se ouvia o canto maravilhoso dos passarinhos mal o Sol raiava ao amanhecer.
Cresceu saltitando pelos campos sendo sempre uma grande sonhadora.
Sempre quis ser uma artista, pintora, escritora e música. Por vezes, sentava-se perto de pequeno regato e imaginava-se a tocar uma breve sonata de um grande compositor e, no final, ouvia os aplausos que vinham de uma grande plateia imaginária. Alguns dos seus sonhos foram-se concretizando, outros ela pensa e continua a acreditar que ainda se conseguirão concretizar porque não desiste. Sempre escreveu, um simples pedaço de papel servia para rabiscar poemas ou textos ou até mesmo para desenhar, deixando os seus dedos simplesmente percorrer esses pedacitos bem devagar.
Um dos seus grandes sonhos foi vir a ensinar e lecionou Desenho durante alguns anos. Estudou Química e profissionalmente terminou o curso em Análise Química, exercendo durante 32 anos a mesma profissão.
Isso não preencheu esse vazio que sempre esteve instalado no seu interior. Sempre que podia dedicava-se às Artes, pintando, escrevendo, fazendo artesanato e tudo o que a fizesse continuar a sonhar
Escreveu em sites, uns blogs, e ainda construiu uma simples página.
Escreveu poemas em sites e publicou no Facebook muitos poemas que saíram simplesmente em alguns momentos do caminho do sonho.
Esses passos compensaram sempre o seu Eu.
Lançou o seu livro “Caminhando” em 2014 e está agora a seguir esse caminho ao publicar a sua continuação no segundo volume, “Caminhando II”. Tem alguns livros escritos e dezenas de poemas não editados.
Quer agora deixar mais alguns dos seus escritos dos passados sentimentos registados ao longo de alguns anos em poemas, por vezes escritos no mais banal papel.
Deixa no livro “Sentimentos” momentos de poesia que será seguido de outros mais tarde.
Poderia falar tanto dos seus sonhos, dos seus desejos e de si própria mas é algo difícil ou continua, em parte, a ser mesmo difícil.